Publicado em 05/04/11
Quando dirigiu, produziu, protagonizou e foi co-roteirista de Cidadão Kane, Orson Welles tinha 25 anos. A história conta como o repórter Thompson (Joseph Cotten) reconstitui a trajetória do empresário da imprensa Charles Foster Kane (Orson Welles) buscando decifrar o significado de sua última palavra no leito de morte: "rosebud". A morte de Kane comovera a nação e descobrir o porquê daquela palavra se tornar obsessão para o jornalista, que acredita poder encontrar nela a chave do significado daquela vida atribulada.
Pode-se fazer uma refilmagem da obra-prima de Orson Welles em nossa cidade? É questionável, há mesmo uma cidade, apesar de todos os esforços do atual prefeito? Somos de fato e de direito cidadãos? Não há como negar a luta de Rodrigo Agostinho contra o ostracismo, o marasmo e a sucessão de erros nos últimos quatro, cinco mandados dos prefeitos em Bauru, e se Rodrigo erra, não é por omissão!
Agora, é cidadão um menino que joga limões para cima nos cruzamentos da Getúlio Vargas? É cidadão um senhor manquejando da perna e da vida recolhendo latas de alumínio pelas esquinas do mundo Sem Limites? É cidadão um cliente que não consegue estacionar nas obscuras e ardilosas esquinas mal iluminadas do Bauru Shopping? É cidadão uma pessoa doente, deveras doente, esperar numa maca de Pronto-Socorro por não conhecer nenhum vereador ou existir o homem de branco chamado médico?
É cidadão um jovem que espera treinar, jogar, vencer, honrar sua cidade num ginásio municipal e ver seu sonho ser cozido e frito, mais uma vez, numa “Panela de Pressão”? É cidadão um jovem que espera sua quadra, seu ginásio no Jaraguá? Denúncia de uma verdadeira cidadã guerreira Cidinha do Azulão! É cidadão um contribuinte que morre de dengue? É cidadão um estudante de universidade pública que não tem moradia?
É cidadão um motorista que compra seu carro, mas não tem onde estacionar? É cidadão aquele que não degustará a Virada Cultural? É cidadão um pagador de impostos que não possui um teatro decente para assistir a peças em geral? Paulo Neves e sua trupe, atuai por nós!
É cidadão um consumidor que vive entre usinas e paga o álcool ,etanol, como queiram, mais caro do Estado? É cidadão um indivíduo que paga uma tarifa de ônibus caríssima, semelhante a de grandes capitais? É cidadão um povo que clama, implora e chora por uma Faculdade de Medicina? Tio Gastão, pronunciai-vos por nós! E o incrível é que por onde você, pseudocidadão bauruense, passe, respeitam a nossa cidade, imensificando-a de “cidadão”, como é possível? Cidadão quem? Medicina Já! Tobias ou Tobias, eis Tio Gastão! Se o personagem de Cidadão Kane vivesse em Bauru, sua última palavra não seria “rosebud“.
P.S. Assista ao filme e saiba o que é! A última palavra do cidadão bauruense seria: Medicina!
SINUHE DANIEL PRETO
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Adeus, Jairo Mendonça
Publicado em 16/03/11
Dizem que a natureza não é mais a mesma, entre outras surpresas climáticas, a chuva in-cessante que assolou quase todo o pais durante o carnaval! Metaforicamente, insisto em dizer que pingos de chuva são lágrimas por algum ocorrido, seja de uma destruição provocada pelo homem, por uma despedida indevida ou por um beijo inesperado mais do que o esperado!
Nos anos 80, jogávamos futebol no Campo do Triagem, no time do Buffet Vilani, eu, aspirante eterno por um futebol convincente, era o falso ponta falso do técnico e zagueiro Osvaldo Vilani. No time titular, entre vários craques, estava o amado guerreiro volante Clarisvaldo Arantes, o “Vardão”. Uma tragédia automobilística levou-o de nosso convívio e resolvemos, pelo menos por um tempo, apo-sentar a camisa 5 do "Vardão"!
O sensato destino trouxe para nós, quiçá, um dos mais habilidosos volantes que já vi jogar: Jairo Pinto Mendonça, irmão do craque "Chuchu Belez" Jorge Mendonça. Que me perdoem Lorico, Zé Mário, Márcio Araújo, mas Jairo jogava muito! Era o futebol romanticamernte debochado, seu marcador logo recebia o nome de “nega”, “mulher que não saía do pé”, era engraçado e clássico, era Chaplin com a bola nos pés!
Poucas pessoas sabem que quando o bicheiro Castor de Andrade foi buscar os irmãos Mendonças em Silva Jardim, Rio de Janeiro, Jairo era o craque e Jorge Mendonça foi para o Bangu de contrapeso!
Jairo deixou-nos no último domingo, dia 13, como diria o senhor Brasil Rolando Boldrin: "viajou fora do combinado". Um pouco menos de alegria no futebol, menos habilidade no meio-campo, menos piadas e gozações! No entanto, deu na TV Céu que o time do “Homem Lá de Cima “ pode tornar-se imbatível, pois o diretor Celso Zinsly acaba de contratar Jairo Mendonça para compor um triângulo mágico que promete com Jairo, Jorge Mendonça e Washington "Austin" de Souza, haja habilidade! Entendeu por que os céus choraram tanto nos últimos dias? Descanse em paz, Jairo Mendonça!
Obrigado, amigos, sugiro que o Esporte Clube Noroeste faça um minuto de silêncio no próximo sábado, pois Jairo jogou no Norusca em 1981! Abraços!
SINUHE DANIEL PRETO
Dizem que a natureza não é mais a mesma, entre outras surpresas climáticas, a chuva in-cessante que assolou quase todo o pais durante o carnaval! Metaforicamente, insisto em dizer que pingos de chuva são lágrimas por algum ocorrido, seja de uma destruição provocada pelo homem, por uma despedida indevida ou por um beijo inesperado mais do que o esperado!
Nos anos 80, jogávamos futebol no Campo do Triagem, no time do Buffet Vilani, eu, aspirante eterno por um futebol convincente, era o falso ponta falso do técnico e zagueiro Osvaldo Vilani. No time titular, entre vários craques, estava o amado guerreiro volante Clarisvaldo Arantes, o “Vardão”. Uma tragédia automobilística levou-o de nosso convívio e resolvemos, pelo menos por um tempo, apo-sentar a camisa 5 do "Vardão"!
O sensato destino trouxe para nós, quiçá, um dos mais habilidosos volantes que já vi jogar: Jairo Pinto Mendonça, irmão do craque "Chuchu Belez" Jorge Mendonça. Que me perdoem Lorico, Zé Mário, Márcio Araújo, mas Jairo jogava muito! Era o futebol romanticamernte debochado, seu marcador logo recebia o nome de “nega”, “mulher que não saía do pé”, era engraçado e clássico, era Chaplin com a bola nos pés!
Poucas pessoas sabem que quando o bicheiro Castor de Andrade foi buscar os irmãos Mendonças em Silva Jardim, Rio de Janeiro, Jairo era o craque e Jorge Mendonça foi para o Bangu de contrapeso!
Jairo deixou-nos no último domingo, dia 13, como diria o senhor Brasil Rolando Boldrin: "viajou fora do combinado". Um pouco menos de alegria no futebol, menos habilidade no meio-campo, menos piadas e gozações! No entanto, deu na TV Céu que o time do “Homem Lá de Cima “ pode tornar-se imbatível, pois o diretor Celso Zinsly acaba de contratar Jairo Mendonça para compor um triângulo mágico que promete com Jairo, Jorge Mendonça e Washington "Austin" de Souza, haja habilidade! Entendeu por que os céus choraram tanto nos últimos dias? Descanse em paz, Jairo Mendonça!
Obrigado, amigos, sugiro que o Esporte Clube Noroeste faça um minuto de silêncio no próximo sábado, pois Jairo jogou no Norusca em 1981! Abraços!
SINUHE DANIEL PRETO
Salve a mulher!
Publicado em 08/03/11
Na revista Alfa de fevereiro, na ótima entrevista do excepcional Chico Buarque de Hollanda, há um trecho interessante que revela como o compositor conhece o universo feminino. Chico afirma: “Convivi muito mais com elas do que com homens." Será esse mesmo o segredo que induz e seduz esse ser desde os primórdios de Pandora? A dúvida sobre suas dádivas é se vivemos, convivemos ou sobrevivemos com as mulheres? As películas de Pedro Almodóvar ensinaram-me a ver as mulheres sobre outra vertente, principalmente no belo filme “Fale com Ela”. Sou fruto infecto ou impuro de uma geração machista que ensinou aos homens somente o que lhe interessava sobre as fêmeas! Como, por exemplo, não poder criar laços estreitos de amizade com o sexo oposto, não ter modos femininos, um cruzar de pernas diferente era no mínimo um sinal de maricas!
No entanto, nos anos 70, morei em Santos e usei, até para a repreensão de machistas, tamanco! Tempos depois, nas inesquecíveis aulas de Literatura do poeta profeta Luiz Vítor Martinelo, conheci a música “Super Homem”, a canção de Gilberto Gil, e nela há um trecho que me chamou a atenção: “Um dia, vivi a ilusão de que ser homem bastaria, que o mundo masculino tudo me daria. Que nada! Minha porção mulher, que até então se resguardara, é a porção melhor que trago em mim agora, é o que me faz viver!”. Não entendi de imediato o que dizia o bom baiano do Tropicalismo. Tempos depois, ouvindo e degustando essa letra, entendi um pouco mais o intangível mundo fêmeo. Será?
Há um amigo que diz que as mulheres são como as lentes de contato, nunca sabemos em que estado vamos encontrá-las. Recentemente, houve um especial na Rede Globo, “Afinal, o que querem as mulheres?”. Será que se chegou a alguma conclusão? Elas poderiam e merecem receber seus salários igualmente aos homens, elas poderiam e merecem ter o mesmo respeito e reconhecimento, elas poderiam ser simples, triviais, comuns, no entanto, são complexas e imprevisíveis!
Observem-se os perfis de duas apresentadoras televisivas, a guerreira e infinita Hebe Camargo e a néscia e comum Luciana Gimenez. A loiruda gracinha é sucesso por décadas sem o apelo midiático ou estratégias para sucesso; a outra deixou que rolassem as pedras com o cantor da mundialmente conhecida boca para conseguir de boquinha uma pensão para o seu filho Lucas! Afinal, as duas não são mulheres?
Cansou também a história de uma pseudocantora que posava de virgenzinha e perguntava à Maria Chiquinha o que ela fora fazer no mato e hoje faz propaganda de suco de cevada, proclamando-se “devassa”. Há realmente uma relação semântica, sedutora entre cerveja e mulher? A mulher é um corpo numa propaganda de cerveja?
Acredito que a resposta seja “não há resposta”. Há todo tipo de mulher. Por isso, a meu ver, não há generalização possível. Mulher não é tudo igual. Para mim, Madre Teresa, Hilda Hilst, Clarice Lispector, Leila Diniz, Marisa Monte, Fernanda Montenegro, Marieta Severo, Marina Silva são mulheres. Outras, que se desvalorizam, não sabem a que vieram e aonde irão. Será Bruna Surfistinha uma mulher ou uma personagem? E qual a razão de despertar tanto sucesso e curiosidade?
Simone de Beauvoir, companheira de Jean Paul Sartre, disse: “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”. Frase de filósofa? Qual a resposta? Com a palavra, as mulheres!
Hoje, penso que as mulheres são únicas, plurais, e por isso, indecifráveis! Mulheres são substantivos próprios, concomitantemente, abstratos e concretos, primitivos e coletivos. Mulher é ser que sabe ser!
Mulheres são os nomes com sobrenomes: Vera Casério Educação, Olga Bicudo Caridade, Rose da Sopa Solidariedade, Catarina Carvalho Afeto, Élida Farias Canção Samba, Bigu Pizzaria Bambina Simpatia, Carmem Boro Paz, Dona Teresa Tokuhara do Pastel Alegria, Edna Campana Fé, Sônia Fiochi Confiança, Maria Celina Nicoletti Mente, Minha Sandra Helena Preto Mãe!
Creio que há homens que continuam homens, mas se mulherizaram. Deve ser o caso do doutor Marcos Cabelo, que de tanto ouvir, ver, curar, cesarianar mulheres, mulherizou-se na alma e permanece homem no corpo. Que inveja!
E creio que há homens que viraram anjos e que de lá do céu olham pelas mulheres-mãe, oferta-lhes a cura e a sabedoria perante seus rebentos. É o caso, com toda certeza, do médico-guru Oswaldo Garcia Maldonaldo! “Mulher, mesmo sem nunca ter te conhecido e convicto de que jamais te conhecerei, venero-te. Por isso, não te decifro e ignoro-te! Para males, mulher!” Parabéns, mulher!
SINUHE DANIEL PRETO
Na revista Alfa de fevereiro, na ótima entrevista do excepcional Chico Buarque de Hollanda, há um trecho interessante que revela como o compositor conhece o universo feminino. Chico afirma: “Convivi muito mais com elas do que com homens." Será esse mesmo o segredo que induz e seduz esse ser desde os primórdios de Pandora? A dúvida sobre suas dádivas é se vivemos, convivemos ou sobrevivemos com as mulheres? As películas de Pedro Almodóvar ensinaram-me a ver as mulheres sobre outra vertente, principalmente no belo filme “Fale com Ela”. Sou fruto infecto ou impuro de uma geração machista que ensinou aos homens somente o que lhe interessava sobre as fêmeas! Como, por exemplo, não poder criar laços estreitos de amizade com o sexo oposto, não ter modos femininos, um cruzar de pernas diferente era no mínimo um sinal de maricas!
No entanto, nos anos 70, morei em Santos e usei, até para a repreensão de machistas, tamanco! Tempos depois, nas inesquecíveis aulas de Literatura do poeta profeta Luiz Vítor Martinelo, conheci a música “Super Homem”, a canção de Gilberto Gil, e nela há um trecho que me chamou a atenção: “Um dia, vivi a ilusão de que ser homem bastaria, que o mundo masculino tudo me daria. Que nada! Minha porção mulher, que até então se resguardara, é a porção melhor que trago em mim agora, é o que me faz viver!”. Não entendi de imediato o que dizia o bom baiano do Tropicalismo. Tempos depois, ouvindo e degustando essa letra, entendi um pouco mais o intangível mundo fêmeo. Será?
Há um amigo que diz que as mulheres são como as lentes de contato, nunca sabemos em que estado vamos encontrá-las. Recentemente, houve um especial na Rede Globo, “Afinal, o que querem as mulheres?”. Será que se chegou a alguma conclusão? Elas poderiam e merecem receber seus salários igualmente aos homens, elas poderiam e merecem ter o mesmo respeito e reconhecimento, elas poderiam ser simples, triviais, comuns, no entanto, são complexas e imprevisíveis!
Observem-se os perfis de duas apresentadoras televisivas, a guerreira e infinita Hebe Camargo e a néscia e comum Luciana Gimenez. A loiruda gracinha é sucesso por décadas sem o apelo midiático ou estratégias para sucesso; a outra deixou que rolassem as pedras com o cantor da mundialmente conhecida boca para conseguir de boquinha uma pensão para o seu filho Lucas! Afinal, as duas não são mulheres?
Cansou também a história de uma pseudocantora que posava de virgenzinha e perguntava à Maria Chiquinha o que ela fora fazer no mato e hoje faz propaganda de suco de cevada, proclamando-se “devassa”. Há realmente uma relação semântica, sedutora entre cerveja e mulher? A mulher é um corpo numa propaganda de cerveja?
Acredito que a resposta seja “não há resposta”. Há todo tipo de mulher. Por isso, a meu ver, não há generalização possível. Mulher não é tudo igual. Para mim, Madre Teresa, Hilda Hilst, Clarice Lispector, Leila Diniz, Marisa Monte, Fernanda Montenegro, Marieta Severo, Marina Silva são mulheres. Outras, que se desvalorizam, não sabem a que vieram e aonde irão. Será Bruna Surfistinha uma mulher ou uma personagem? E qual a razão de despertar tanto sucesso e curiosidade?
Simone de Beauvoir, companheira de Jean Paul Sartre, disse: “Ninguém nasce mulher, torna-se mulher”. Frase de filósofa? Qual a resposta? Com a palavra, as mulheres!
Hoje, penso que as mulheres são únicas, plurais, e por isso, indecifráveis! Mulheres são substantivos próprios, concomitantemente, abstratos e concretos, primitivos e coletivos. Mulher é ser que sabe ser!
Mulheres são os nomes com sobrenomes: Vera Casério Educação, Olga Bicudo Caridade, Rose da Sopa Solidariedade, Catarina Carvalho Afeto, Élida Farias Canção Samba, Bigu Pizzaria Bambina Simpatia, Carmem Boro Paz, Dona Teresa Tokuhara do Pastel Alegria, Edna Campana Fé, Sônia Fiochi Confiança, Maria Celina Nicoletti Mente, Minha Sandra Helena Preto Mãe!
Creio que há homens que continuam homens, mas se mulherizaram. Deve ser o caso do doutor Marcos Cabelo, que de tanto ouvir, ver, curar, cesarianar mulheres, mulherizou-se na alma e permanece homem no corpo. Que inveja!
E creio que há homens que viraram anjos e que de lá do céu olham pelas mulheres-mãe, oferta-lhes a cura e a sabedoria perante seus rebentos. É o caso, com toda certeza, do médico-guru Oswaldo Garcia Maldonaldo! “Mulher, mesmo sem nunca ter te conhecido e convicto de que jamais te conhecerei, venero-te. Por isso, não te decifro e ignoro-te! Para males, mulher!” Parabéns, mulher!
SINUHE DANIEL PRETO
A volta da Maria Gasolina!
Publicado em 25/04/11
Em tempos de Michael Jackson, Donna Summer, Bee Gees, Kc and Sunshine Band, John Travolta e outros, minha turma e eu frequentávamos o Bancários, a Stalus, eram tempos da Universitarius e o Super Plá de Tobias Tuba Filho, Roberto Sassi, tempos da FM Sompur, depois Terra Branca, tempos da Cidade FM e depois 96 FM, tempos em que o verdadeiro “Jason” Gretchen estava em evidência, idos do calcanhar de Sócrates, do surgimento do fenômeno Lela, de “batistar”, de não ter dinheiro para ir à Casa da Eny, tempos de ir de “Quaggio” a qualquer lugar da Sem Limites!
Época essa em que se dançava música lenta, em que se comprava uma bota Paragon e em que se via a propaganda da Ellus com música de Rita Lee, tempos em que ao levarmos “tábua” de uma menina, uma mina, um broto, desdenhávamos, tal qual a raposa da uva, que o ser fêmeo era “fresco”, “metido”, “patricinha”, no entanto, se a víamos sair à noite em uma Brasília, Corcel II, Fusca Baja, CB 400, tratava-se de uma espécie comum aos pobres, como nós, uma “Maria Gasolina”, inveja pura, que raiva do sortudo que levara a princesa do “Boa Noite, Cinderela!”. Acreditávamos no amor recíproco, que ela iria embora a pé conosco, “assim caminha a humanidade”, que o frio do assento azul do ônibus do Quaggio viraria vermelho coração, “Love is in the air”! Mas a menina adentrara a Brasília com rodas de magnésio, toca-fita TKR e ao som de “How Deep is Your Love” iria embora, como os finais de semana eram tristes, como eram impiedosas e sem Julieta, sem Olivia “Sandy” Newton John, sem o carinho materno dessas raras e comuns Marias Gasolinas!
O governo deu um jeito nessa desigualdade emocional, sensual, econômico-social, em solidariedade aos órfãos, aos “pega nem gripe”, às vítimas das Marias Gasolinas, os políticos criaram o álcool! Um bêbado gritou de alegria, poderia beber até em posto agora! Não, o governo criara a armadilha do álcool, coloque esse pseudocombustível no seu carro e pelas manhãs de frio empurre, reze, puxe o ejetor, faça promessa de não beber e nem usar mais álcool e será feliz!
O brasileiro que, além de várias marias, é também uma “Maria vai com as outras”, aceitou a proposta imposta de impostos do governo e aceitou o filho adotivo álcool como seu filho prodígio. Maria Gasolina pensou em suicídio, recebeu a solidariedade de alguns consumidores, lembravam como eram bons os tempos do Carnaval na Rodrigues Alves, que hoje é pista de cross, como era bom “batistar”, mas oficinas clandestinas preparavam motoristas e carro a álcool, piadinhas permeavam o universo etílico-abastecido: “Carro a álcool é como chifre, um dia você ainda vai ter um!”. Aqui tem álcool, orgulhavam-se os postos, raros, não havia em toda esquina, como orelhões, nos dias de hoje!
Os postos e seus frentistas nem falavam bom dia, não davam pirulitos, carros, bolas, não davam bola para o consumidor! Atualmente, além dos prêmios, vendem água a preço de ouro, cerveja com preço de importada, liberam o barulho a se propagar por vias e rodovias! Os donos de postos estão a postos do capitalismo, torcem o nariz para a baixa do combustível, escondem o líquido, pensando no bruto! Os donos de postos moram em condomínio, candidatam-se a políticos, têm amigos na Petrobras, que vende o líquido mais barato ao Uruguai e à Argentina, para citar somente dois, os proprietários da armadilha chamada combustível, têm aviões, fazendas, franquias superiores a redes de fast-food! Que país é esse? Ouviram do Ipiranga às sacangens plácidas! O álcool, senhor dos postos, foi do dia para noite, a postos abertos, transformado em etanol, parece nome de doença, não?
Alegaram os políticos que cana dá álcool e que vender álcool a esse preço dá “cana”, por isso formaram uma nova quadrilha, não se trata de Bonnie e Clyde, mas Etanol e Gasolina. Seja tolo e gaste combustível procurando o mais barato, depois de achar e enfrentar o frentista de cara feia e o dono do posto sor-ridente, tente estacionar em algum lugar de Bauru, fuja dos azuizinhos, dos radares, pague o seu IPVA, seguro, gaste água, único combustível que te ama, lavando o seu carro, que não tem culpa de ser autodirecionado ao nada! Já imaginou se fôssemos um país e boicotássemos um dia ou o feriado da Semana Santa sem viagem, sem pede+ágio = pedágio, já pensou no desespero, na queda dos preços, mas Maria Gasolina voltou, ela agora escolhe seres másculos ou fêmeos e cobra quase dois dólares o litro, mas isso não é problema de uma Pindorama Macunaímica que tem dinheiro para abastecer em dia, por isso todos a postos: “Ai que preguiça! Ai que preguiça!”. Não esqueça: “O problema de quem não gosta de política é que é governado por quem gosta muito!”. Abasteça. Se for capaz!
SINUHE DANIEL PRETO
Em tempos de Michael Jackson, Donna Summer, Bee Gees, Kc and Sunshine Band, John Travolta e outros, minha turma e eu frequentávamos o Bancários, a Stalus, eram tempos da Universitarius e o Super Plá de Tobias Tuba Filho, Roberto Sassi, tempos da FM Sompur, depois Terra Branca, tempos da Cidade FM e depois 96 FM, tempos em que o verdadeiro “Jason” Gretchen estava em evidência, idos do calcanhar de Sócrates, do surgimento do fenômeno Lela, de “batistar”, de não ter dinheiro para ir à Casa da Eny, tempos de ir de “Quaggio” a qualquer lugar da Sem Limites!
Época essa em que se dançava música lenta, em que se comprava uma bota Paragon e em que se via a propaganda da Ellus com música de Rita Lee, tempos em que ao levarmos “tábua” de uma menina, uma mina, um broto, desdenhávamos, tal qual a raposa da uva, que o ser fêmeo era “fresco”, “metido”, “patricinha”, no entanto, se a víamos sair à noite em uma Brasília, Corcel II, Fusca Baja, CB 400, tratava-se de uma espécie comum aos pobres, como nós, uma “Maria Gasolina”, inveja pura, que raiva do sortudo que levara a princesa do “Boa Noite, Cinderela!”. Acreditávamos no amor recíproco, que ela iria embora a pé conosco, “assim caminha a humanidade”, que o frio do assento azul do ônibus do Quaggio viraria vermelho coração, “Love is in the air”! Mas a menina adentrara a Brasília com rodas de magnésio, toca-fita TKR e ao som de “How Deep is Your Love” iria embora, como os finais de semana eram tristes, como eram impiedosas e sem Julieta, sem Olivia “Sandy” Newton John, sem o carinho materno dessas raras e comuns Marias Gasolinas!
O governo deu um jeito nessa desigualdade emocional, sensual, econômico-social, em solidariedade aos órfãos, aos “pega nem gripe”, às vítimas das Marias Gasolinas, os políticos criaram o álcool! Um bêbado gritou de alegria, poderia beber até em posto agora! Não, o governo criara a armadilha do álcool, coloque esse pseudocombustível no seu carro e pelas manhãs de frio empurre, reze, puxe o ejetor, faça promessa de não beber e nem usar mais álcool e será feliz!
O brasileiro que, além de várias marias, é também uma “Maria vai com as outras”, aceitou a proposta imposta de impostos do governo e aceitou o filho adotivo álcool como seu filho prodígio. Maria Gasolina pensou em suicídio, recebeu a solidariedade de alguns consumidores, lembravam como eram bons os tempos do Carnaval na Rodrigues Alves, que hoje é pista de cross, como era bom “batistar”, mas oficinas clandestinas preparavam motoristas e carro a álcool, piadinhas permeavam o universo etílico-abastecido: “Carro a álcool é como chifre, um dia você ainda vai ter um!”. Aqui tem álcool, orgulhavam-se os postos, raros, não havia em toda esquina, como orelhões, nos dias de hoje!
Os postos e seus frentistas nem falavam bom dia, não davam pirulitos, carros, bolas, não davam bola para o consumidor! Atualmente, além dos prêmios, vendem água a preço de ouro, cerveja com preço de importada, liberam o barulho a se propagar por vias e rodovias! Os donos de postos estão a postos do capitalismo, torcem o nariz para a baixa do combustível, escondem o líquido, pensando no bruto! Os donos de postos moram em condomínio, candidatam-se a políticos, têm amigos na Petrobras, que vende o líquido mais barato ao Uruguai e à Argentina, para citar somente dois, os proprietários da armadilha chamada combustível, têm aviões, fazendas, franquias superiores a redes de fast-food! Que país é esse? Ouviram do Ipiranga às sacangens plácidas! O álcool, senhor dos postos, foi do dia para noite, a postos abertos, transformado em etanol, parece nome de doença, não?
Alegaram os políticos que cana dá álcool e que vender álcool a esse preço dá “cana”, por isso formaram uma nova quadrilha, não se trata de Bonnie e Clyde, mas Etanol e Gasolina. Seja tolo e gaste combustível procurando o mais barato, depois de achar e enfrentar o frentista de cara feia e o dono do posto sor-ridente, tente estacionar em algum lugar de Bauru, fuja dos azuizinhos, dos radares, pague o seu IPVA, seguro, gaste água, único combustível que te ama, lavando o seu carro, que não tem culpa de ser autodirecionado ao nada! Já imaginou se fôssemos um país e boicotássemos um dia ou o feriado da Semana Santa sem viagem, sem pede+ágio = pedágio, já pensou no desespero, na queda dos preços, mas Maria Gasolina voltou, ela agora escolhe seres másculos ou fêmeos e cobra quase dois dólares o litro, mas isso não é problema de uma Pindorama Macunaímica que tem dinheiro para abastecer em dia, por isso todos a postos: “Ai que preguiça! Ai que preguiça!”. Não esqueça: “O problema de quem não gosta de política é que é governado por quem gosta muito!”. Abasteça. Se for capaz!
SINUHE DANIEL PRETO
Etcetera e Natal!
Publicado em 26/12/11
O homem, não lhe ponho nome, porque faz questão de ser anônimo, aliás é ninguém perante o mundo social moderno, não faz parte do censo se é que haja senso, o homem, que poderia ser o "bicho" de Manuel Bandeira passa nas ruas e recolhe e colhe os recicláveis, na última segunda, passou e desejei-lhe : "Feliz Natal" ao que ele respondeu "Espero que seja!". Fiquei pensando se o Natal, o dia, claro, a época, o comércio, o presente, o Papai Noel, e as outras coisas mais, os "etecéteras" são mesmo felizes! Voltei à minha infância e relembrei alguns natais, um em que Santo Vicentin vestiu-se de Papai Noel trouxe uma espada e um avião, a arma e a alma, como fui, como fomos felizes, Carlão Vicentin, seu filho, e eu. O Papai Noel é o homem das interjeições entristece com o que vê, lamenta o que ouve, abraça o outrem que não é ninguém querendo presenteá-lo como alguém! Às vezes, esperei o "bom velhinho" e ele não apareceu, chamei-lhe Padrasto Noel! Colocar sapatinho na janela, só tinha um, e se me levam o calçado? E "Amigo Secreto" na escola, compra-se um presente que você se daria para se fazer feliz e ganha-se um estojo de madeira? Ou uma colônia para barbear-se ainda imberbe? E matar animais? Destroncar galinhas? Decepar carneiros e cabritos? Sacrificar o porco? Quem é mesmo que tem "Espírito de Porco"? Leia "Criaram-me a carne" de Machado de Assis. A espera, o compasso de espera, pede-se uma bola e ganha-se um revólver ou uma caneta, odiava o Natal! Decepção tão igual de onde você veio é metáfora com Papai Noel não existe!
E as músicas natalinas, lembram naftalina, teclados acelerados, papais noéis de época e lá vem a Simone: "Então. É Natal…" que pior tradução do Natal, mas a maioria canta e acha que encanta, acho que espanta! As crianças não têm nada com isso, como é bom ser criança, que ótimo se todo presente fosse um livro! A criança quer brincar, brincar é criar vínculo, quiçá como as crianças do Colégio Plínio Ferraz e não Luiz Braga como disse no artigo "Mulher, hoje tô de Chico", os efebos do coral do maestro Thiago Ortigosa cantaram João e Maria, que hoje seria uma dupla sertaneja, mas que graças a Deus, o cara, é uma canção de Chico Buarque e Sivuca e não uma utopia! O Natal traz coisas como Xuxa que ainda teima em ser só para "baixinhos" e sua conta bancária é altinha e ainda há seres que creem que ela educa, já ouviram falar em TV Cultura? Existe novela na TV Cultura? Dengue, hoje é uma doença, Praga?
Chora por um líder, Paquita hoje é vídeo na rede social, o Natal da Xuxa acabou, seja você, abrace um amigo e não a mídia podre de uma ex-modelo fora dos moldes! O Natal é triste, é a chaminé que hoje polui, o Papai Noel que deveria passar por Pilates, as renas que reclamam na Diversidade, os presentes não são difíceis e estão à venda na internet! O que é o Natal? Para mim, o Natal não era, passou a ser depois do nascimento dos meus filhos, quando o mais velho vestiu-se de Papai Noel, segundo muitos alguns, produto de um refrigerante que o fez mudar de roupa e de cor, e trouxe a nós, os velhos, a música chata e triste dos arranhados teclados ou até da Xuxa ou dos discos, "bolachões" que viraram CDs!
O único Natal é a família, não é o Roberto Carlos, não é a Missa do Galo, tem até a do Machado de Assis, o Natal é você abraçar a família, é tentar entender que o mundo para, que o champanhe ou espumante comemora a sua vitória, os demais, "et cetera" esperam o nada do tudo ou o tudo do nada, e você para para pensar que Natal é feliz, o Feliz Natal? Deseje com desejo, o abraço deve ser laço, a mensagem, coragem, a família, o laço, o abraço, a coragem e o Natal, creio que seja o Cristo, não a tristeza, mas a "Cristeza", o homem a sofrer pelo outro! Feliz Natal! Que em 2012, aquele homem nunca mais passe a pedir recicláveis na minha casa, pois está trabalhando, Papai Noel deu-lhe um emprego que as crianças nos permeiem, criaturas de paz capaz, presentes, a quem perguntaremos: "O que você quer de presente?" E a criança responderá : "o futuro!". Feliz Natal! Renascer é preciso, viver também é preciso!
SINUHE DANIEL PRETO
O homem, não lhe ponho nome, porque faz questão de ser anônimo, aliás é ninguém perante o mundo social moderno, não faz parte do censo se é que haja senso, o homem, que poderia ser o "bicho" de Manuel Bandeira passa nas ruas e recolhe e colhe os recicláveis, na última segunda, passou e desejei-lhe : "Feliz Natal" ao que ele respondeu "Espero que seja!". Fiquei pensando se o Natal, o dia, claro, a época, o comércio, o presente, o Papai Noel, e as outras coisas mais, os "etecéteras" são mesmo felizes! Voltei à minha infância e relembrei alguns natais, um em que Santo Vicentin vestiu-se de Papai Noel trouxe uma espada e um avião, a arma e a alma, como fui, como fomos felizes, Carlão Vicentin, seu filho, e eu. O Papai Noel é o homem das interjeições entristece com o que vê, lamenta o que ouve, abraça o outrem que não é ninguém querendo presenteá-lo como alguém! Às vezes, esperei o "bom velhinho" e ele não apareceu, chamei-lhe Padrasto Noel! Colocar sapatinho na janela, só tinha um, e se me levam o calçado? E "Amigo Secreto" na escola, compra-se um presente que você se daria para se fazer feliz e ganha-se um estojo de madeira? Ou uma colônia para barbear-se ainda imberbe? E matar animais? Destroncar galinhas? Decepar carneiros e cabritos? Sacrificar o porco? Quem é mesmo que tem "Espírito de Porco"? Leia "Criaram-me a carne" de Machado de Assis. A espera, o compasso de espera, pede-se uma bola e ganha-se um revólver ou uma caneta, odiava o Natal! Decepção tão igual de onde você veio é metáfora com Papai Noel não existe!
E as músicas natalinas, lembram naftalina, teclados acelerados, papais noéis de época e lá vem a Simone: "Então. É Natal…" que pior tradução do Natal, mas a maioria canta e acha que encanta, acho que espanta! As crianças não têm nada com isso, como é bom ser criança, que ótimo se todo presente fosse um livro! A criança quer brincar, brincar é criar vínculo, quiçá como as crianças do Colégio Plínio Ferraz e não Luiz Braga como disse no artigo "Mulher, hoje tô de Chico", os efebos do coral do maestro Thiago Ortigosa cantaram João e Maria, que hoje seria uma dupla sertaneja, mas que graças a Deus, o cara, é uma canção de Chico Buarque e Sivuca e não uma utopia! O Natal traz coisas como Xuxa que ainda teima em ser só para "baixinhos" e sua conta bancária é altinha e ainda há seres que creem que ela educa, já ouviram falar em TV Cultura? Existe novela na TV Cultura? Dengue, hoje é uma doença, Praga?
Chora por um líder, Paquita hoje é vídeo na rede social, o Natal da Xuxa acabou, seja você, abrace um amigo e não a mídia podre de uma ex-modelo fora dos moldes! O Natal é triste, é a chaminé que hoje polui, o Papai Noel que deveria passar por Pilates, as renas que reclamam na Diversidade, os presentes não são difíceis e estão à venda na internet! O que é o Natal? Para mim, o Natal não era, passou a ser depois do nascimento dos meus filhos, quando o mais velho vestiu-se de Papai Noel, segundo muitos alguns, produto de um refrigerante que o fez mudar de roupa e de cor, e trouxe a nós, os velhos, a música chata e triste dos arranhados teclados ou até da Xuxa ou dos discos, "bolachões" que viraram CDs!
O único Natal é a família, não é o Roberto Carlos, não é a Missa do Galo, tem até a do Machado de Assis, o Natal é você abraçar a família, é tentar entender que o mundo para, que o champanhe ou espumante comemora a sua vitória, os demais, "et cetera" esperam o nada do tudo ou o tudo do nada, e você para para pensar que Natal é feliz, o Feliz Natal? Deseje com desejo, o abraço deve ser laço, a mensagem, coragem, a família, o laço, o abraço, a coragem e o Natal, creio que seja o Cristo, não a tristeza, mas a "Cristeza", o homem a sofrer pelo outro! Feliz Natal! Que em 2012, aquele homem nunca mais passe a pedir recicláveis na minha casa, pois está trabalhando, Papai Noel deu-lhe um emprego que as crianças nos permeiem, criaturas de paz capaz, presentes, a quem perguntaremos: "O que você quer de presente?" E a criança responderá : "o futuro!". Feliz Natal! Renascer é preciso, viver também é preciso!
SINUHE DANIEL PRETO
Mulher, hoje tô de CHICO!
Publicado em 26/12/11
A segunda nunca mais será segunda depois da última segunda, dia 12, a segunda foi primeira! O Quarteto Aisthesis brindou a Sem Limites com "Uma noite para Chico", um benefício que foi além do beneficente para uma cidade que carece de eventos a ventos em popa! Se fossem outros idos, haveria rastros de equinos por todos os lados, tamanho sucesso, o templo Celina Lourdes Alves Neves, dama da cultura, estava lotado!
Em tempos de Engenharia Civil, mais concorrida que Medicina na Fuvest, João Paulo Biano iniciou o momento inesquecível com "Construção", as proparoxítonas finais de cada verso nunca forma tão esdrúxulas e tão marcantes, ecoou por todos os arrebaldes da Nações o grito raro do caro Biano do Monte de Bossa e Mister Up, orgulho-me de ser fã desse cara!
Um tal de Dheo, de artes cênicas, alternava os pensamentos sem sentido com todos os sentidos de Chico Buarque, Denise Amaral nos presenteou um "Bye, Bye, Brasil" que queríamos que não fosse adeus, mas à deusa, Denise, deslize, voz, de Hollanda, de Bauru, de todos! Obrigado!
A entonação de simpatia com maestria de Audren Victorio, trouxe-nos a dúvida que é dádiva de "O que será, que será?", obrigado, deusa do Ébano, que Chico saiba quem são as mulheres além de Atenas! O malandro esguio salamandro Vinícius Zulian cantou a malandragem, a "brincanagem" de Rei Francisco Buarque, a voz deu vez à vez da voz! Valeu, nunca te vi, sempre te ouvi!
O "Folhetim" tem que ser para mulher que é mulher, é de acaso, se quiseres, dessas mulheres que só dizem assim: sim! "Mulheres de Atenas", mulheres únicas, coletivas depois da "Invasão do Sol", mulheres mano a mano, mulheres Manu a Manu, Saggioro, Manuela, Ela!
Thiago Ortigoza inspirou regozijo, seria gozo, seria juízo, seria siso com riso, tão antitético quanto profético? Cantou, regeu, foi pretérito perfeito no presente mostrando futuro! De repente, diria Fiori Gigliotti, "Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo", o maestro, o educador, Thiago Ortigoza apresenta-nos o seu coral, crianças uniformizadas cantando João e Maria, agora, quem era herói? As crianças, o heroísmo é delas, com certeza, é possível, a dança agora é a Ciranda da Bailarina, fiquei com dó da bailarina que quase nada tem, lembrei-me de Cisne Negro, lembrei-me da dor de há pouco de Carlinhos de Jesus, mas chorei com o canto uníssono desses pupilos de Ortigoza que têm o seu canto!
Na plateia lotada, um senhor "interjeicionava": Bravo! Excelente, é possível ter tanta criatura impossível cantando Francisco Buarque de Hollanda! Camila Camarinha, com sua voz única, emergiu para entoar as fêmeas de Chico, as costelas de Adão nunca foram tão enaltecidas, Pandora queria sair da caixa, Almodòvar quereria ter ido e aprendido mais com as mulheres "Buarquinas": Rita, Rosa e Beatriz, mulheres seres, mulheres quereres! Obrigado, Audren, Denise, Thiago, Vinícius, Dheo, João Biano, Manu, Camila, Quarteto Aistesis, Sinuhe Laurenti e Luiz Norato pela companhia! Mulher, hoje, eu tô de Chico!
SINUHE DANIEL PRETO
A segunda nunca mais será segunda depois da última segunda, dia 12, a segunda foi primeira! O Quarteto Aisthesis brindou a Sem Limites com "Uma noite para Chico", um benefício que foi além do beneficente para uma cidade que carece de eventos a ventos em popa! Se fossem outros idos, haveria rastros de equinos por todos os lados, tamanho sucesso, o templo Celina Lourdes Alves Neves, dama da cultura, estava lotado!
Em tempos de Engenharia Civil, mais concorrida que Medicina na Fuvest, João Paulo Biano iniciou o momento inesquecível com "Construção", as proparoxítonas finais de cada verso nunca forma tão esdrúxulas e tão marcantes, ecoou por todos os arrebaldes da Nações o grito raro do caro Biano do Monte de Bossa e Mister Up, orgulho-me de ser fã desse cara!
Um tal de Dheo, de artes cênicas, alternava os pensamentos sem sentido com todos os sentidos de Chico Buarque, Denise Amaral nos presenteou um "Bye, Bye, Brasil" que queríamos que não fosse adeus, mas à deusa, Denise, deslize, voz, de Hollanda, de Bauru, de todos! Obrigado!
A entonação de simpatia com maestria de Audren Victorio, trouxe-nos a dúvida que é dádiva de "O que será, que será?", obrigado, deusa do Ébano, que Chico saiba quem são as mulheres além de Atenas! O malandro esguio salamandro Vinícius Zulian cantou a malandragem, a "brincanagem" de Rei Francisco Buarque, a voz deu vez à vez da voz! Valeu, nunca te vi, sempre te ouvi!
O "Folhetim" tem que ser para mulher que é mulher, é de acaso, se quiseres, dessas mulheres que só dizem assim: sim! "Mulheres de Atenas", mulheres únicas, coletivas depois da "Invasão do Sol", mulheres mano a mano, mulheres Manu a Manu, Saggioro, Manuela, Ela!
Thiago Ortigoza inspirou regozijo, seria gozo, seria juízo, seria siso com riso, tão antitético quanto profético? Cantou, regeu, foi pretérito perfeito no presente mostrando futuro! De repente, diria Fiori Gigliotti, "Abrem-se as cortinas e começa o espetáculo", o maestro, o educador, Thiago Ortigoza apresenta-nos o seu coral, crianças uniformizadas cantando João e Maria, agora, quem era herói? As crianças, o heroísmo é delas, com certeza, é possível, a dança agora é a Ciranda da Bailarina, fiquei com dó da bailarina que quase nada tem, lembrei-me de Cisne Negro, lembrei-me da dor de há pouco de Carlinhos de Jesus, mas chorei com o canto uníssono desses pupilos de Ortigoza que têm o seu canto!
Na plateia lotada, um senhor "interjeicionava": Bravo! Excelente, é possível ter tanta criatura impossível cantando Francisco Buarque de Hollanda! Camila Camarinha, com sua voz única, emergiu para entoar as fêmeas de Chico, as costelas de Adão nunca foram tão enaltecidas, Pandora queria sair da caixa, Almodòvar quereria ter ido e aprendido mais com as mulheres "Buarquinas": Rita, Rosa e Beatriz, mulheres seres, mulheres quereres! Obrigado, Audren, Denise, Thiago, Vinícius, Dheo, João Biano, Manu, Camila, Quarteto Aistesis, Sinuhe Laurenti e Luiz Norato pela companhia! Mulher, hoje, eu tô de Chico!
SINUHE DANIEL PRETO
E agora, Doutor?
Publicado em 26/12/11
No último final de semana, vivi momentos antitéticos, conheci o Divino mestre da Academia da Sociedade Esportiva Palmeiras, Ademir da Guia, conversei com ele no Jogo solidário do Bauru Tênis Clube, evento organizadíssimo por Godô e sua trupe, isso ocorreu no sábado, é extasiante ver um ídolo, conversar com ele sobre seu passado, lembrar seus gols e receber elogios pela minha memória palestrina!
No domingo, acordei ainda fascinado pelo encontro com o Divino, fui ao Mirante Ferroviário ver o primeiro jogo da final da Liga Bauruense entre os guerreiros times do Industrial e do Bauru XVI, ao chegar ao complexo criado por Arnaldo Regalin, deparei-me com uma mulher que coletava latinhas e dizia em alto e bom som: "é pra garantir o leitinho das crianças", pensei por um momento na desigualdade social e que país é esse que fala em sexta economia mundial e que possui tão ricos seres pobres!
Era dia de dérbi, Palmeiras e Corinthians, jogo em que tudo pode acontecer, quando me preparei para conversar e palpitar resultados com desafetos e amigos alvinegros, soube da morte de Sócrates, um dos ídolos corintianos, tudo ou quase tudo, que tinha sorrido em meio a lágrimas com Ademir da Guia no dia anterior, veio ao chão, o Magrão tinha morrido! Lembrei-me na hora de Jorge Mendonça, Celso Zinsly, Jairo Mendonça, anjos marmanjos do esporte bretão, esses caras me fizeram gostar de futebol!
Em 1976, eu morava em Santos, próximo ao canal 2, é comum essa topografia na Baixada, residia perto da Vila Belmiro, palco de deuses do futebol, e próximo ao campo da Portuguesa Santista, a "Briosa", num sábado à tarde iriam jogar Portuguesa Santista e Botafogo de Ribeirão, falei para o meu irmão adotivo Zé de irmos a esse jogo, ele disse que seria pelada, joguinho. Fanático, como me tornei, fiquei a ouvir o jogo na AM, Rádio Atlântida, o placar estava cinco a dois para o Botafogo quando meu irmão me disse para corrermos ao estádio , ainda vimos Sócrates marcar o sexto de calcanhar, nunca mais me esqueci daquele jogador esguio, categórico e de toque refinado!
Com o passar do tempo, o Doutor veio jogar no rival, mesmo assim continuei gostando do seu futebol e quando ele se meteu com a política, fiquei perplexo e preconceituoso com seus atos, o que tem a ver um jogador com política, Sócrates me fez ler política e entendi Bertolt Brecht: "O pior analfabeto é o analfabeto político." Ele, Rita Lee, Casagrande e outro ídolo meu, Osmar Santos, participaram do "Diretas Já!", o Doutor criou a Democracia Corintiana, antes pela Seleção Brasileira, Magrão era um dos craques do canarinho esquadrão do Mestre Telê!
Fui zoado por palmeirenses e corintianos quando comprei um chuteira Topper de nome Sócrates, mas era uma forma de eu, um perna-de-pau, ser craque, é isso que os ídolos passam para a gente, a vontade de mudar, quando se lê Gandhi, tem-se vontade de mudar o mundo, quando se pensa em Zilda Arns, germina-se o anseio de se exterminar a fome, quando se lê Martin Luther King, há vontade de igualdade social, racial, entretanto e entre raros, somos tão ínfimos, carecemos de ídolos, de ética, de caráter, de política prática e como diz o outro Sócrates que bebeu veneno, enquanto o nosso bebia sabendo que era veneno, disse o filósofo: "Só sei que nada sei."
Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira foi por sempre ter sido, quiçá de forma "Garrinchesca" apenas e a duras penas não driblou o álcool, chamou a morte para dançar e a vida para bailar, Magrão sabia que o tempo é implacável, mas não se deu tempo, o Doutor foi além do seu tempo, o médico não teve remédio, a receita não foi aceita, no entanto o que fica? Ficam o ídolo, o sonho, o grito de gol ecoado por todos os lados e que se deve preferir sempre o calcanhar de Sócrates ao calcanhar de Aquiles! Valeu, Sócrates, esse time do céu está cada vez mais forte e, com certeza, sem empresários da bola, sem o vil metal esporte clube, somente com sonhos de craques medonhos!
"Pois bem, é hora de ir: eu para morrer, e vós para viver. Quem de nós irá para o melhor é obscuro a todos, menos a Deus." (Sócrates, o filósofo)
SINUHE DANIEL PRETO
No último final de semana, vivi momentos antitéticos, conheci o Divino mestre da Academia da Sociedade Esportiva Palmeiras, Ademir da Guia, conversei com ele no Jogo solidário do Bauru Tênis Clube, evento organizadíssimo por Godô e sua trupe, isso ocorreu no sábado, é extasiante ver um ídolo, conversar com ele sobre seu passado, lembrar seus gols e receber elogios pela minha memória palestrina!
No domingo, acordei ainda fascinado pelo encontro com o Divino, fui ao Mirante Ferroviário ver o primeiro jogo da final da Liga Bauruense entre os guerreiros times do Industrial e do Bauru XVI, ao chegar ao complexo criado por Arnaldo Regalin, deparei-me com uma mulher que coletava latinhas e dizia em alto e bom som: "é pra garantir o leitinho das crianças", pensei por um momento na desigualdade social e que país é esse que fala em sexta economia mundial e que possui tão ricos seres pobres!
Era dia de dérbi, Palmeiras e Corinthians, jogo em que tudo pode acontecer, quando me preparei para conversar e palpitar resultados com desafetos e amigos alvinegros, soube da morte de Sócrates, um dos ídolos corintianos, tudo ou quase tudo, que tinha sorrido em meio a lágrimas com Ademir da Guia no dia anterior, veio ao chão, o Magrão tinha morrido! Lembrei-me na hora de Jorge Mendonça, Celso Zinsly, Jairo Mendonça, anjos marmanjos do esporte bretão, esses caras me fizeram gostar de futebol!
Em 1976, eu morava em Santos, próximo ao canal 2, é comum essa topografia na Baixada, residia perto da Vila Belmiro, palco de deuses do futebol, e próximo ao campo da Portuguesa Santista, a "Briosa", num sábado à tarde iriam jogar Portuguesa Santista e Botafogo de Ribeirão, falei para o meu irmão adotivo Zé de irmos a esse jogo, ele disse que seria pelada, joguinho. Fanático, como me tornei, fiquei a ouvir o jogo na AM, Rádio Atlântida, o placar estava cinco a dois para o Botafogo quando meu irmão me disse para corrermos ao estádio , ainda vimos Sócrates marcar o sexto de calcanhar, nunca mais me esqueci daquele jogador esguio, categórico e de toque refinado!
Com o passar do tempo, o Doutor veio jogar no rival, mesmo assim continuei gostando do seu futebol e quando ele se meteu com a política, fiquei perplexo e preconceituoso com seus atos, o que tem a ver um jogador com política, Sócrates me fez ler política e entendi Bertolt Brecht: "O pior analfabeto é o analfabeto político." Ele, Rita Lee, Casagrande e outro ídolo meu, Osmar Santos, participaram do "Diretas Já!", o Doutor criou a Democracia Corintiana, antes pela Seleção Brasileira, Magrão era um dos craques do canarinho esquadrão do Mestre Telê!
Fui zoado por palmeirenses e corintianos quando comprei um chuteira Topper de nome Sócrates, mas era uma forma de eu, um perna-de-pau, ser craque, é isso que os ídolos passam para a gente, a vontade de mudar, quando se lê Gandhi, tem-se vontade de mudar o mundo, quando se pensa em Zilda Arns, germina-se o anseio de se exterminar a fome, quando se lê Martin Luther King, há vontade de igualdade social, racial, entretanto e entre raros, somos tão ínfimos, carecemos de ídolos, de ética, de caráter, de política prática e como diz o outro Sócrates que bebeu veneno, enquanto o nosso bebia sabendo que era veneno, disse o filósofo: "Só sei que nada sei."
Sócrates Brasileiro Sampaio de Souza Vieira de Oliveira foi por sempre ter sido, quiçá de forma "Garrinchesca" apenas e a duras penas não driblou o álcool, chamou a morte para dançar e a vida para bailar, Magrão sabia que o tempo é implacável, mas não se deu tempo, o Doutor foi além do seu tempo, o médico não teve remédio, a receita não foi aceita, no entanto o que fica? Ficam o ídolo, o sonho, o grito de gol ecoado por todos os lados e que se deve preferir sempre o calcanhar de Sócrates ao calcanhar de Aquiles! Valeu, Sócrates, esse time do céu está cada vez mais forte e, com certeza, sem empresários da bola, sem o vil metal esporte clube, somente com sonhos de craques medonhos!
"Pois bem, é hora de ir: eu para morrer, e vós para viver. Quem de nós irá para o melhor é obscuro a todos, menos a Deus." (Sócrates, o filósofo)
SINUHE DANIEL PRETO
USPiu no prato que comeu!
Publicado em 14/11/11
Diria Cazuza: "Ideologia, eu quero uma dose pra viver…". E o que há de ser tal sonho? O que busca o aluno às vésperas do vestibular? Busca ou busca-se a vaga, vaga, substantivo feminino que significa "onda marítima elevada a grande altura, em águas agitadas" ou o sonho, a porta, a entrada que é saída ou a saída que é entrada, ainda há vagas, diria a placa à frente do prédio em construção, infelizmente não é a Construção de Chico Buarque de Hollanda, ou seja, ninguém morreu atrapalhando o tráfego, morreram-se o respeito, a ideologia, o que fizeram aqueles, estes alunos, nossos, esses seres que não foram seres dentro da tão almejada USP?
Sartre diria do reitor e desses alunos que não sabiam em que estavam "baseados": "O inferno são os outros!". Houve quem dissesse que os jovens não sabem para onde vão, conheço jovens que sabem aonde foram: Jéssica Okubo foi à USP fazer Medicina, não é burguesa, não é agitadora, é sonhadora, é menina-mulher, médica, quererá aprender a receita que não está nos livros, quiçá sonhos de igualdade social, SUS sem sustos nos próximos anos! João Paulo Papassoni pensa em ser os Anjos de Augusto, Ramos de Graciliano ou o Machado de Assis, Papassoni sonha com a igualdade, sonha em ver Letras com Filosofia sem greve, às vezes, com acento grave!
Os "bixos escrotos" invadiram a USP, fizeram de refém a educação, a tentativa de se formar o que parece em formação, ofenderam a PM, sem nunca ter pago a APM, "viajaram" que polícia somente multa, que o estupro é só na novela, que o sequestro é coisa de filme! Essa tropa de elite alternou-se entre o ser e o ter, essa tropa que não pediu para sair, nem para entrar, foi polícia, foi milícia, para a USP foi malícia, para os pais fingiu carícia! Quem perdeu, quem ganhou com a invasão na USP? Difícil resposta, o professor trabalha para encontrar o outrem ou o próprio ego, o bixo será o professor amanhã, orgulho abunda para o mestre, o aluno, às vezes, é epitáfio, é nome jamais a ser tocado, é sobrenome que fora dele outrora e agora pertence ao mundo!
O aluno precisa crescer com o que está a sua volta neste mundo que dá voltas, respeitar quem o respeita, o professor abriu mão do mundo para colocá-lo no mundo e sem o aluno, para o professor, não há mundo!
Precisa-se de alunos que mudem o igual, por que não moradia decente e de direito na UNESP de Bauru? Por que um bandejão farto e de preço justo é raro? Considero que os alunos ocupem mais o Teatro Municipal e tragam-nos a arte dos arteiros de verdade, que os arquitetos mudem o foco da Sem Limites, que os alunos de Educação Física revelem mais atletas, que os engenheiros alterem a Rodrigues Alves, o Vitória Régia ou o Viaduto Mauá!
O aluno, esse ser sem luz, segundo os néscios dicionários, que creem que o léxico é disléxico, não, o aluno foi você ontem, é você agora, tenta ser você amanhã! O verdadeiro aluno é um ser que neste momento à vaga presta, é raro ser que presta e que amanhã será ser que empresta, à exceção daquele que USPiu no prato em que comeu!
SINUHE DANIEL PRETO
Diria Cazuza: "Ideologia, eu quero uma dose pra viver…". E o que há de ser tal sonho? O que busca o aluno às vésperas do vestibular? Busca ou busca-se a vaga, vaga, substantivo feminino que significa "onda marítima elevada a grande altura, em águas agitadas" ou o sonho, a porta, a entrada que é saída ou a saída que é entrada, ainda há vagas, diria a placa à frente do prédio em construção, infelizmente não é a Construção de Chico Buarque de Hollanda, ou seja, ninguém morreu atrapalhando o tráfego, morreram-se o respeito, a ideologia, o que fizeram aqueles, estes alunos, nossos, esses seres que não foram seres dentro da tão almejada USP?
Sartre diria do reitor e desses alunos que não sabiam em que estavam "baseados": "O inferno são os outros!". Houve quem dissesse que os jovens não sabem para onde vão, conheço jovens que sabem aonde foram: Jéssica Okubo foi à USP fazer Medicina, não é burguesa, não é agitadora, é sonhadora, é menina-mulher, médica, quererá aprender a receita que não está nos livros, quiçá sonhos de igualdade social, SUS sem sustos nos próximos anos! João Paulo Papassoni pensa em ser os Anjos de Augusto, Ramos de Graciliano ou o Machado de Assis, Papassoni sonha com a igualdade, sonha em ver Letras com Filosofia sem greve, às vezes, com acento grave!
Os "bixos escrotos" invadiram a USP, fizeram de refém a educação, a tentativa de se formar o que parece em formação, ofenderam a PM, sem nunca ter pago a APM, "viajaram" que polícia somente multa, que o estupro é só na novela, que o sequestro é coisa de filme! Essa tropa de elite alternou-se entre o ser e o ter, essa tropa que não pediu para sair, nem para entrar, foi polícia, foi milícia, para a USP foi malícia, para os pais fingiu carícia! Quem perdeu, quem ganhou com a invasão na USP? Difícil resposta, o professor trabalha para encontrar o outrem ou o próprio ego, o bixo será o professor amanhã, orgulho abunda para o mestre, o aluno, às vezes, é epitáfio, é nome jamais a ser tocado, é sobrenome que fora dele outrora e agora pertence ao mundo!
O aluno precisa crescer com o que está a sua volta neste mundo que dá voltas, respeitar quem o respeita, o professor abriu mão do mundo para colocá-lo no mundo e sem o aluno, para o professor, não há mundo!
Precisa-se de alunos que mudem o igual, por que não moradia decente e de direito na UNESP de Bauru? Por que um bandejão farto e de preço justo é raro? Considero que os alunos ocupem mais o Teatro Municipal e tragam-nos a arte dos arteiros de verdade, que os arquitetos mudem o foco da Sem Limites, que os alunos de Educação Física revelem mais atletas, que os engenheiros alterem a Rodrigues Alves, o Vitória Régia ou o Viaduto Mauá!
O aluno, esse ser sem luz, segundo os néscios dicionários, que creem que o léxico é disléxico, não, o aluno foi você ontem, é você agora, tenta ser você amanhã! O verdadeiro aluno é um ser que neste momento à vaga presta, é raro ser que presta e que amanhã será ser que empresta, à exceção daquele que USPiu no prato em que comeu!
SINUHE DANIEL PRETO
O admirável homem das lousas!
Publicado em 14/10/11
Preparou a melhor ração de ação de seus últimos trinta anos no mistério do magistério, mas seu consciente indecente de docente diz-lhe: "Não dê comida aos bichos!", pensa, repensa, é até que compensa, afinal não é crime, é creme, deve ser usado durante a vida toda, evita rugas, evita fugas, é aula, liberta os bichos das (j)aulas! Observa atentamente o horário, não é com fuso, é normal: muitas aulas para poucos! Repensa o mestre: "Há mais lousas entre o céu e a terra do que imagina a nossa vã filosofia!" Entra na sala e ensina, é a sina, o discípulo aguarda o mestre, mas quem aprende? Dia do confessor, mentir, omitir, nem pensar! Mas quem pensa? Melhor a dispensa, fingir uma doença, sem saber que sofre da pior-melhor: "dar aula!", vício digno de suplício, ofício e hospício, mas por que todos querem sem querer querendo? Ninguém tirou nota na prova, mas o que se provou? O pessoal ainda está na idade média e querem nota máxima! Provar o improvável, a inteligência conhece a mente, ativa a mente, ativamente?
O maior grito do intervalo é: "Deus me livre do livro livre!". As histórias têm cada história, mas tem coisas que não estão no gibi, a televisão tem sempre programas de censura livro, "Deus me livre!". O professor falou que tem que ler, mas "ler é um exercício" e cansa, tem livro que tem um monte de páginas e as páginas da vida são tristes, contam histórias que todo o mundo conta, mas ninguém leva em conta! Um dia o professor virou “pssor” e outras, ele virou "Ô, p(R)essor!", não se sabe qual é a melhor e qual dá mais resultado, porém dizem que ele virou garoto de programação, que às vezes é igual votar para Presidente: "não dá nada!" e aí não se sabe se ele está em estado de choque ou choque de Estado! Dizem também que ele, professor, entrou num "ciclo vicioso": "não dá nada porque ganha mal e que ganha mal porque não dá nada!"
Entretanto, existe um "chão de giz", riscar arriscando o melhor do dia que nem foi tão "caminho suave" assim, pensar e logo, quiçá, existir, o quadro-negro mudou de cor, as maçãs foram doadas todas pela madrasta de Branca de Neve, não há mais castigo, o professor existe, persiste, insiste! É dado o sinal, não é de alerta, não é de guerra, nem tanto de opressão, é de encontro, nunca houve tantos olhares, sorrisos amarelecidos ou não, apertos de mão, abraços sem laços e desembaraços, corpos discentes e docentes nem tão doces encontram-se, "a vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros na vida!", o aluno que vem é vaivém, trocam-se estudos de caso, o aluno que vai é corpo que se esvai, é corpo que cai, é filho "emborando-se" sem o pai, é sorriso que virou juízo!
Todo professor teve professor, todo professor teve confessor, todo professor tem uma aula inesquecível e inigualável para contar, todo professor teve um pai adotivo por uma aula, todo professor tem uma profissão de confessor, todo professor tem uma confissão de professor! Estou na procissão, estou na profissão, esperem-me, tenho muito a confessar, tenho muito a professar, esperem-me!
SINUHE DANIEL PRETO
Preparou a melhor ração de ação de seus últimos trinta anos no mistério do magistério, mas seu consciente indecente de docente diz-lhe: "Não dê comida aos bichos!", pensa, repensa, é até que compensa, afinal não é crime, é creme, deve ser usado durante a vida toda, evita rugas, evita fugas, é aula, liberta os bichos das (j)aulas! Observa atentamente o horário, não é com fuso, é normal: muitas aulas para poucos! Repensa o mestre: "Há mais lousas entre o céu e a terra do que imagina a nossa vã filosofia!" Entra na sala e ensina, é a sina, o discípulo aguarda o mestre, mas quem aprende? Dia do confessor, mentir, omitir, nem pensar! Mas quem pensa? Melhor a dispensa, fingir uma doença, sem saber que sofre da pior-melhor: "dar aula!", vício digno de suplício, ofício e hospício, mas por que todos querem sem querer querendo? Ninguém tirou nota na prova, mas o que se provou? O pessoal ainda está na idade média e querem nota máxima! Provar o improvável, a inteligência conhece a mente, ativa a mente, ativamente?
O maior grito do intervalo é: "Deus me livre do livro livre!". As histórias têm cada história, mas tem coisas que não estão no gibi, a televisão tem sempre programas de censura livro, "Deus me livre!". O professor falou que tem que ler, mas "ler é um exercício" e cansa, tem livro que tem um monte de páginas e as páginas da vida são tristes, contam histórias que todo o mundo conta, mas ninguém leva em conta! Um dia o professor virou “pssor” e outras, ele virou "Ô, p(R)essor!", não se sabe qual é a melhor e qual dá mais resultado, porém dizem que ele virou garoto de programação, que às vezes é igual votar para Presidente: "não dá nada!" e aí não se sabe se ele está em estado de choque ou choque de Estado! Dizem também que ele, professor, entrou num "ciclo vicioso": "não dá nada porque ganha mal e que ganha mal porque não dá nada!"
Entretanto, existe um "chão de giz", riscar arriscando o melhor do dia que nem foi tão "caminho suave" assim, pensar e logo, quiçá, existir, o quadro-negro mudou de cor, as maçãs foram doadas todas pela madrasta de Branca de Neve, não há mais castigo, o professor existe, persiste, insiste! É dado o sinal, não é de alerta, não é de guerra, nem tanto de opressão, é de encontro, nunca houve tantos olhares, sorrisos amarelecidos ou não, apertos de mão, abraços sem laços e desembaraços, corpos discentes e docentes nem tão doces encontram-se, "a vida é a arte do encontro, embora haja tantos desencontros na vida!", o aluno que vem é vaivém, trocam-se estudos de caso, o aluno que vai é corpo que se esvai, é corpo que cai, é filho "emborando-se" sem o pai, é sorriso que virou juízo!
Todo professor teve professor, todo professor teve confessor, todo professor tem uma aula inesquecível e inigualável para contar, todo professor teve um pai adotivo por uma aula, todo professor tem uma profissão de confessor, todo professor tem uma confissão de professor! Estou na procissão, estou na profissão, esperem-me, tenho muito a confessar, tenho muito a professar, esperem-me!
SINUHE DANIEL PRETO
Quem matou a Norma?
Publicado em 16/09/11
Na bela canção do "Zé do Caroço", Leci Brandão diz que: "enquanto a televisão distrai … destrói o povo com sua novela…", os períodos são alternados pela deusa de tom ébano no samba! No entanto, o que interessa aos "novélatras"? Não importa quem é Jaqueline Roriz ou os corruptos ministros sinistros do governo Dilma, importa quem matou a Norma na insensata dos insensatos novela da Globo que começa às nove e é aclamada de "das oito", o erro já se inicia no horário que nenhum fuso, confuso ou com fuso algum poderiam explicar tamanha paixão deste povo que habita esta Pindorama Macunaímica!
Os assassinos da Norma são inúmeros, são os autores das placas de trânsito do código que não respeita o código e somente sabe multar, que preço de multa caberia a essas verdes, brancas placas do quadro negro da educação das leis: "Obedeça a sinalização" ou "Mantenha-se A direita”? A Língua expia à míngua, não se sabe o idioma que anda em coma, não se lê artigo ou jornal algum, lê-se o número do telefone do BBB sem se importar com o DDD, vota-se em qualquer deputado qualquer sem se importar com a reputada ou disputada deputada que vem por aí! A ortografia deu lugar à pornografia, dizem que nem Gino ” Crês ” mais na solução do idioma e a tal reforma? Você já viu alguma reforma ser boa, você reforma o mundo, alguma vez ficou bom? Por que se fala de Monteiro Lobato até hoje? Por que o humano totem de Taubaté não é superado pelas tecnologias? Porque "Um país se faz com homens e livros." Todavia no seu Sítio, que poderia ser "site", a televisão "que nos deixou burros, burros demais", até para a fúria dos Titãs, chamada Globo escracha com a obra-prima de Lobato, Dona Benta possui e-mail, nem Tarantino deixaria mais "trash"!
A verdade é que no meio do caminho tinha uma Norma, de nome pedra, um empecilho, algo intangível para aqueles que veem na leitura um sacrifício, deve-se ler da mesma maneira que se escovam os dentes, que se ingere café ou que se vive. A leitura é imprescindível, leia de pirraça, faça como raros, ninguém lê, então, vou ler! Leiamos bulas de remédio é um bom remédio, leiamos Manoel de Barros e façamos novos Adões e Evas, leiamos Rosa e façamos as primeiras das últimas "estórias" . Leiamos Luiz Vítor Martinelo e façamos "Lixeratura", leiamos Drummond e, quiçá, implodamos a "pedra", leiamos Lobato e, oxalá, tenhamos petróleo, e leiamos Bandeira e o pendão pedirá perdão e será Pasárgada! Leiamos a Norma com os concomitantes conteúdo e forma e, quiçá, o insensato, tornar-se-á , de fato, coração! Leia que dá teia!
SINUHE DANIEL PRETO
Na bela canção do "Zé do Caroço", Leci Brandão diz que: "enquanto a televisão distrai … destrói o povo com sua novela…", os períodos são alternados pela deusa de tom ébano no samba! No entanto, o que interessa aos "novélatras"? Não importa quem é Jaqueline Roriz ou os corruptos ministros sinistros do governo Dilma, importa quem matou a Norma na insensata dos insensatos novela da Globo que começa às nove e é aclamada de "das oito", o erro já se inicia no horário que nenhum fuso, confuso ou com fuso algum poderiam explicar tamanha paixão deste povo que habita esta Pindorama Macunaímica!
Os assassinos da Norma são inúmeros, são os autores das placas de trânsito do código que não respeita o código e somente sabe multar, que preço de multa caberia a essas verdes, brancas placas do quadro negro da educação das leis: "Obedeça a sinalização" ou "Mantenha-se A direita”? A Língua expia à míngua, não se sabe o idioma que anda em coma, não se lê artigo ou jornal algum, lê-se o número do telefone do BBB sem se importar com o DDD, vota-se em qualquer deputado qualquer sem se importar com a reputada ou disputada deputada que vem por aí! A ortografia deu lugar à pornografia, dizem que nem Gino ” Crês ” mais na solução do idioma e a tal reforma? Você já viu alguma reforma ser boa, você reforma o mundo, alguma vez ficou bom? Por que se fala de Monteiro Lobato até hoje? Por que o humano totem de Taubaté não é superado pelas tecnologias? Porque "Um país se faz com homens e livros." Todavia no seu Sítio, que poderia ser "site", a televisão "que nos deixou burros, burros demais", até para a fúria dos Titãs, chamada Globo escracha com a obra-prima de Lobato, Dona Benta possui e-mail, nem Tarantino deixaria mais "trash"!
A verdade é que no meio do caminho tinha uma Norma, de nome pedra, um empecilho, algo intangível para aqueles que veem na leitura um sacrifício, deve-se ler da mesma maneira que se escovam os dentes, que se ingere café ou que se vive. A leitura é imprescindível, leia de pirraça, faça como raros, ninguém lê, então, vou ler! Leiamos bulas de remédio é um bom remédio, leiamos Manoel de Barros e façamos novos Adões e Evas, leiamos Rosa e façamos as primeiras das últimas "estórias" . Leiamos Luiz Vítor Martinelo e façamos "Lixeratura", leiamos Drummond e, quiçá, implodamos a "pedra", leiamos Lobato e, oxalá, tenhamos petróleo, e leiamos Bandeira e o pendão pedirá perdão e será Pasárgada! Leiamos a Norma com os concomitantes conteúdo e forma e, quiçá, o insensato, tornar-se-á , de fato, coração! Leia que dá teia!
SINUHE DANIEL PRETO
Todas as cartas de amor já FORAM ridículas!
Publicado em 12/06/11
Um dos heterônimos de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos, poematizou que "todas as cartas de amor são ridículas…" – leia o poema – no entanto, em tempos de ficantes, insignificantes, namoridos e peguetes, isso está a valer? Creio que o amor superará o mundo, conquanto seja imundo, mundaréu, mundialito, mundão, o amor será o amor, o amor é brega, o amor é esfrega, o amor é muro, o amor é escuro, o amor é bilhete, o amor é macete, o amor é mensagem, o amor é passagem, Paulo Leminsky – vale a pena ler – jogou "ludicamente" com amor dentro de metAMORfose, perfeito!
Namorar é preciso, viver é preciso! No entanto, namorar é preciso de necessário, de inconstante, de imprevisível. Viver é preciso de Exato, de pagar contas, de impostos impostos por um governo central, diferente das contas, narrações de amor sem governo, com juras e não juros de amor! Namorar às escondidas não tem preço, só tem apreço, tem o a cifra da música, tem o canto por todo o canto que com ou sem encanto, será enquanto e quando for portanto, será no entanto e entretanto e entre tantos, sobrará o beijo, "o maior desejo da boca é o beijo", diria Zeca Baleiro, beijo é sexo bucal de quem é normalmente anormal ou paranormal, por que somente se fala em amor e educação, serão um casal?
Há uma tal de paixão , que seria o Iago de Othelo e Desdêmona – vale a pena ver – esse tal substantivo abstrato, concreto em nossos dias de arranha-céus e condomínios sem domínios, seria uma tentação, o que é delícia de malícia,como apaixonar-se e amar,eis a questão! A vida é nossa nAMORada, se perdermos o amor, sobrará NADA! Como diria Roberto Freire: "Ame e dê Vexame!"
SINUHE DANIEL PRETO
Um dos heterônimos de Fernando Pessoa, Álvaro de Campos, poematizou que "todas as cartas de amor são ridículas…" – leia o poema – no entanto, em tempos de ficantes, insignificantes, namoridos e peguetes, isso está a valer? Creio que o amor superará o mundo, conquanto seja imundo, mundaréu, mundialito, mundão, o amor será o amor, o amor é brega, o amor é esfrega, o amor é muro, o amor é escuro, o amor é bilhete, o amor é macete, o amor é mensagem, o amor é passagem, Paulo Leminsky – vale a pena ler – jogou "ludicamente" com amor dentro de metAMORfose, perfeito!
Namorar é preciso, viver é preciso! No entanto, namorar é preciso de necessário, de inconstante, de imprevisível. Viver é preciso de Exato, de pagar contas, de impostos impostos por um governo central, diferente das contas, narrações de amor sem governo, com juras e não juros de amor! Namorar às escondidas não tem preço, só tem apreço, tem o a cifra da música, tem o canto por todo o canto que com ou sem encanto, será enquanto e quando for portanto, será no entanto e entretanto e entre tantos, sobrará o beijo, "o maior desejo da boca é o beijo", diria Zeca Baleiro, beijo é sexo bucal de quem é normalmente anormal ou paranormal, por que somente se fala em amor e educação, serão um casal?
Há uma tal de paixão , que seria o Iago de Othelo e Desdêmona – vale a pena ver – esse tal substantivo abstrato, concreto em nossos dias de arranha-céus e condomínios sem domínios, seria uma tentação, o que é delícia de malícia,como apaixonar-se e amar,eis a questão! A vida é nossa nAMORada, se perdermos o amor, sobrará NADA! Como diria Roberto Freire: "Ame e dê Vexame!"
SINUHE DANIEL PRETO
O sexo sem nexo?!
Publicado em 22/05/11
Na semana retrasada com tantos assuntos importantes: descartam-se ou não as sacolinhas, que saco! Palocci fez o milagre da multiplicação, iminência de apagão, o Brasil parou para falar de outra luz, a luz a que dará a misteriosa e oculta namorada sereia do peixe Neymar Jr., sim , isso é importantíssimo para esta Pindorama Macunaímica!
No entanto, mesmo não sendo meu problema e nem problema meu, vem à tona , mais que a gravidade da gravidez do craque santista, a pergunta: por que não se usam métodos anticoncepcionais? No passado, a rainha dos baixinhos, Xuxa, escolheu a dedo e a DNA o seu par para a cópula desejada por todo este ignoto país e como quem procura acha e até Sacha, a ex-Pelé teve um bebê numa produção independente com o pseudoator Luciano Szafir, a nação achou tudo normalíssimo, a Xuxa é carente, carece de parente! Criticada pelo ex-ministro José Serra, a loira mais famosa que a de iguais madeixas da Gillette mandou o político cuidar da gripe dos idosos! Tempos depois, Luciana "Superpobre" Gimenez seduziu e violentou em um canil o cantor das pedras rolantes da maior boca do mundo: Mick Jagger e conseguiu um filho, Lucas Jagger, cuja pensão vitalícia é de apenas quinze mil dólares, isso que é bolsa-família! As novelas que distraem e destroem o povo, como diria Lecy Brandão, têm um poder lastimável de propor a produção independente! Voltando a Neymar Jr, que foi criado por um pai que o castrou de tudo, como ficou grávido, o que essa sereia fez com o pobre menino rico da Vila mais famosa, foi realmente um golaço? Por que não houve impedimento? Qual é o placar? Quem ganhou? Seria ideia de Neymar, o paitrocinador, um Neymar Neto?
A educação sexual é tão importante como a outra escolar, pois nascem do nada ou do tudo, o alguém, o ninguém ou outrem! Portanto, cabe às escolas, aos professores, pais, amigos, psicólogos, orientadores, falarem do assunto, quebrarem tabus, fazerem explícito o que todo o mundo tem implícito ou teremos sempre o descontrole da natalidade, avós se tornando pais novamente, mulheres virando verdadeiras roletas russas sexuais, vide o caso do senhor FMI, Dominique Straus – Kahn, entre suas falas: "Sim, eu adoro as mulheres e daí? Há anos (meus rivais) falam sobre fotos de orgias enormes, mas não vi nenhuma. Por que não as mostram?", já teve um pouco do seu castigo, mas quantos se calaram diante de assédios, estupros e bacanais? Será que FMI é um anagrama de FIM para suas vítimas, que se comece a falar mais de sexo, quebrem-se as barreiras, eliminem-se as sedutoras de carreiras, veja o filme "Vamos falar de sexo?" Sexo já!
SINUHE DANIEL PRETO
Na semana retrasada com tantos assuntos importantes: descartam-se ou não as sacolinhas, que saco! Palocci fez o milagre da multiplicação, iminência de apagão, o Brasil parou para falar de outra luz, a luz a que dará a misteriosa e oculta namorada sereia do peixe Neymar Jr., sim , isso é importantíssimo para esta Pindorama Macunaímica!
No entanto, mesmo não sendo meu problema e nem problema meu, vem à tona , mais que a gravidade da gravidez do craque santista, a pergunta: por que não se usam métodos anticoncepcionais? No passado, a rainha dos baixinhos, Xuxa, escolheu a dedo e a DNA o seu par para a cópula desejada por todo este ignoto país e como quem procura acha e até Sacha, a ex-Pelé teve um bebê numa produção independente com o pseudoator Luciano Szafir, a nação achou tudo normalíssimo, a Xuxa é carente, carece de parente! Criticada pelo ex-ministro José Serra, a loira mais famosa que a de iguais madeixas da Gillette mandou o político cuidar da gripe dos idosos! Tempos depois, Luciana "Superpobre" Gimenez seduziu e violentou em um canil o cantor das pedras rolantes da maior boca do mundo: Mick Jagger e conseguiu um filho, Lucas Jagger, cuja pensão vitalícia é de apenas quinze mil dólares, isso que é bolsa-família! As novelas que distraem e destroem o povo, como diria Lecy Brandão, têm um poder lastimável de propor a produção independente! Voltando a Neymar Jr, que foi criado por um pai que o castrou de tudo, como ficou grávido, o que essa sereia fez com o pobre menino rico da Vila mais famosa, foi realmente um golaço? Por que não houve impedimento? Qual é o placar? Quem ganhou? Seria ideia de Neymar, o paitrocinador, um Neymar Neto?
A educação sexual é tão importante como a outra escolar, pois nascem do nada ou do tudo, o alguém, o ninguém ou outrem! Portanto, cabe às escolas, aos professores, pais, amigos, psicólogos, orientadores, falarem do assunto, quebrarem tabus, fazerem explícito o que todo o mundo tem implícito ou teremos sempre o descontrole da natalidade, avós se tornando pais novamente, mulheres virando verdadeiras roletas russas sexuais, vide o caso do senhor FMI, Dominique Straus – Kahn, entre suas falas: "Sim, eu adoro as mulheres e daí? Há anos (meus rivais) falam sobre fotos de orgias enormes, mas não vi nenhuma. Por que não as mostram?", já teve um pouco do seu castigo, mas quantos se calaram diante de assédios, estupros e bacanais? Será que FMI é um anagrama de FIM para suas vítimas, que se comece a falar mais de sexo, quebrem-se as barreiras, eliminem-se as sedutoras de carreiras, veja o filme "Vamos falar de sexo?" Sexo já!
SINUHE DANIEL PRETO
Vale tudo!
Publicado em 10/05/11
A união homossexual está selada e com selinho e tudo! Em sua "Vale tudo", Tim Maia dizia que "só não vale dançar homem com homem e nem mulher com mulher, o resto vale… ", enganava-se o soulman tachado de síndico por Jorge Ben Jor, segundo o STF, vale sim homem com homem e mulher com mulher! E o que interessa a outros a vida de outrem? Por que alguns ou vários querem fiscalizar a vida alheia? Aos 13 anos, morando em Santos, usei tamanco e melissa, foi para muitos o meu fim ou o início, nada disso continuei hétero e machista. Acredito que a maioria faz um tipo para esses tipos que não são típicos, são pessoas, seres que são sãos sem perceberem o que os outros querem que sejam!
As leituras e algumas convivências ensinaram-me o devido respeito, filmes como Filadélfia ou Milk relatam o assunto com maestria. Ontem, dia 9, registrou-se num cartório de Curitiba, a primeira união homossexual, que resulta na célula da sociedade, família! Difícil de encarar a realidade, e crianças ao semáforo pedindo óbolos é lindo? E políticos fingindo não conhecer o Ficha Limpa é idôneo? E a desigualdade que leva o ex-empregado a pilotar um pseudocarrinho coletando descartáveis achando que o mais descartável de todos é o seu próprio ser é justo? E esses criminosos e suas saidinhas que dão entrada a novos crimes é legal? E o preço do combustível que nos prometeram e hoje fomenta a inflação é direito?
A união aprovou a união, a união agora não faz a força tão somente, nem açúcar diria um engraçadinho, a união faz família, a adoção, doce ou não, de crianças por casais homossexuais é uma questão de tempo e bom senso ou é melhor a evasão desses efebos para as ruas, artérias com bactérias que ensinam matérias de eternas falsas férias? Todo homem tem direitos, todo homo tem direitos!
SINUHE DANIEL PRETO
A união homossexual está selada e com selinho e tudo! Em sua "Vale tudo", Tim Maia dizia que "só não vale dançar homem com homem e nem mulher com mulher, o resto vale… ", enganava-se o soulman tachado de síndico por Jorge Ben Jor, segundo o STF, vale sim homem com homem e mulher com mulher! E o que interessa a outros a vida de outrem? Por que alguns ou vários querem fiscalizar a vida alheia? Aos 13 anos, morando em Santos, usei tamanco e melissa, foi para muitos o meu fim ou o início, nada disso continuei hétero e machista. Acredito que a maioria faz um tipo para esses tipos que não são típicos, são pessoas, seres que são sãos sem perceberem o que os outros querem que sejam!
As leituras e algumas convivências ensinaram-me o devido respeito, filmes como Filadélfia ou Milk relatam o assunto com maestria. Ontem, dia 9, registrou-se num cartório de Curitiba, a primeira união homossexual, que resulta na célula da sociedade, família! Difícil de encarar a realidade, e crianças ao semáforo pedindo óbolos é lindo? E políticos fingindo não conhecer o Ficha Limpa é idôneo? E a desigualdade que leva o ex-empregado a pilotar um pseudocarrinho coletando descartáveis achando que o mais descartável de todos é o seu próprio ser é justo? E esses criminosos e suas saidinhas que dão entrada a novos crimes é legal? E o preço do combustível que nos prometeram e hoje fomenta a inflação é direito?
A união aprovou a união, a união agora não faz a força tão somente, nem açúcar diria um engraçadinho, a união faz família, a adoção, doce ou não, de crianças por casais homossexuais é uma questão de tempo e bom senso ou é melhor a evasão desses efebos para as ruas, artérias com bactérias que ensinam matérias de eternas falsas férias? Todo homem tem direitos, todo homo tem direitos!
SINUHE DANIEL PRETO
Toque o vidro e abra o amor, que está a ventar!
Publicado em 09/05/11
"O vento traz consigo a tempestade." Seria tempestade uma aglutinação de tempo e majestade? Dizem que o vento assovia, acham que é saci, outros têm certeza, admiro desamando o vento! O vento é frio, o vento corta, mas recorta quem faz corte, corteja por ser poeta, chama vento por ser profeta! Profetiza que dias melhores e menores virão ou verão? Vento cata o mundo, que varrido pelo vento, às vezes, deixa de ser Imundo, vira catavento, brinquedo que com dedo sem medo cata o vento numa justaposição justa!
Vento trata mal o maltrapilho, cavaleiro andante, numa esquina errante pedindo o pouco bastante que não proveu a gestante, vento assovia para a dama da noite que vez ou outra vai para o xadrez por ser carta fora do baralho, não foi a dama que o valete desejou, contou ao rei, amigo do vento, que ordenou a prisão do ventre e soltou o vento que assopra e alopra o caminheiro, que sem bússola carece da precisão e do precisado, "caminhando contra o vento sem lenço e sem documento", a folha desconhece aonde a levará o eólico momento, somente ouviu falar que a mente só vem ao vento que se faz tormento só por um momento e leva a mente que mente a escrever palavras ao vento, ele espalha, sem invento, por um convento que alguém ama outrem e que a brisa chama pelo vento em sucessivas noites e ventila-se por afora que "vento traz você de novo,vento faz do meu mundo novo… "
SINUHE DANIEL PRETO
"O vento traz consigo a tempestade." Seria tempestade uma aglutinação de tempo e majestade? Dizem que o vento assovia, acham que é saci, outros têm certeza, admiro desamando o vento! O vento é frio, o vento corta, mas recorta quem faz corte, corteja por ser poeta, chama vento por ser profeta! Profetiza que dias melhores e menores virão ou verão? Vento cata o mundo, que varrido pelo vento, às vezes, deixa de ser Imundo, vira catavento, brinquedo que com dedo sem medo cata o vento numa justaposição justa!
Vento trata mal o maltrapilho, cavaleiro andante, numa esquina errante pedindo o pouco bastante que não proveu a gestante, vento assovia para a dama da noite que vez ou outra vai para o xadrez por ser carta fora do baralho, não foi a dama que o valete desejou, contou ao rei, amigo do vento, que ordenou a prisão do ventre e soltou o vento que assopra e alopra o caminheiro, que sem bússola carece da precisão e do precisado, "caminhando contra o vento sem lenço e sem documento", a folha desconhece aonde a levará o eólico momento, somente ouviu falar que a mente só vem ao vento que se faz tormento só por um momento e leva a mente que mente a escrever palavras ao vento, ele espalha, sem invento, por um convento que alguém ama outrem e que a brisa chama pelo vento em sucessivas noites e ventila-se por afora que "vento traz você de novo,vento faz do meu mundo novo… "
SINUHE DANIEL PRETO
“Perdoa-me por me traíres!”
Publicado em 06/05/11
O título, título? Algo raro para sofredores palmeirenses, como eu, hoje em dia, é de Nélson Rodrigues, o maior dramaturgo de todos os tempos. Aliás, ele caberia bem como desculpa para essa derrota acachapante do Verdão em terras de Beto Richa. Quando o Fluminense de Nélson perdia ou era esmigalhado como foi o Verde ontem, assunto até para o Ibama, ele dizia que era obra de Sobrenatural de Almeida!
A verdade é que mais uma vez eu acreditei ou cri nas promessas da incompetente diretoria da Sociedade Esportiva Palmeiras, contratações de Felipão e os genéricos Adriano, Cicinho e Rivaldo! A defesa foi classificada como a melhor do mundo em abril passado, Valdívia prometia chutes na ausência total do ar, K30, o gladiador estava pronto para as covas dos leões, gambás, peixes e bâmbis! Cri que era possível, comprei novamente escova de dentes da cor verde, ganhei caneca do Palmeiras, reativei minhas cuecas e toalhas da cor esperança, ensinei minha calopsita Shico a assobiar: "Olê, Porco" ! Esfreguei as mãos, que logo estarão sem digital, com o redundante e "inédito" : "agora vai!" Rezei para o São Marcos voltar a jogar, achei Don Felipão velho, mas eu também estou, lembrei que Márcio Araújo já foi nome de craque, não brinquei que Thiago Heleno parece nome de galã de novela mexicana do SBT, botei fé nele, dispensado pelo Coringão, vislumbrei o gol do título de Luan como um "meteoro", psicografei em Marcos Assunção um anjo dos arcanjos e marmanjos, mas mais uma vez dezessete milhões de torcedores e também eu fomos humilhados, a goleada não tem um sufixo prazeroso como limonada, laranjada ou feijoada, goleada é trombada, é derrubada , é nada e por zero, não é light, é coisa alguma, é nenhuma coisa, é zero, nota que nunca quis dar a aluno algum, porque somente por existirem o alguém e o outrem já merecem nota! Perder por seis quase numa sexta , dia 6, é muito "Number of the Beast", é você ser, somos nós sermos a besta!
No entanto, a instituição é Palmeiras, time em que vi Ademir da Guia jogar, Jorge Mendonça em 1976 estrear, clube diferente de tudo, até para perder, somente quem é entende! Como diria Mauro Beting: " Explicar a um não palmeirense o que é ser palmeirense é praticamente impossível; explicar a um palmeirense o que é ser palmeirense é absolutamente desnecessário!" Palmeiras, minha terra só tem Palmeiras!
SINUHE DANIEL PRETO
O título, título? Algo raro para sofredores palmeirenses, como eu, hoje em dia, é de Nélson Rodrigues, o maior dramaturgo de todos os tempos. Aliás, ele caberia bem como desculpa para essa derrota acachapante do Verdão em terras de Beto Richa. Quando o Fluminense de Nélson perdia ou era esmigalhado como foi o Verde ontem, assunto até para o Ibama, ele dizia que era obra de Sobrenatural de Almeida!
A verdade é que mais uma vez eu acreditei ou cri nas promessas da incompetente diretoria da Sociedade Esportiva Palmeiras, contratações de Felipão e os genéricos Adriano, Cicinho e Rivaldo! A defesa foi classificada como a melhor do mundo em abril passado, Valdívia prometia chutes na ausência total do ar, K30, o gladiador estava pronto para as covas dos leões, gambás, peixes e bâmbis! Cri que era possível, comprei novamente escova de dentes da cor verde, ganhei caneca do Palmeiras, reativei minhas cuecas e toalhas da cor esperança, ensinei minha calopsita Shico a assobiar: "Olê, Porco" ! Esfreguei as mãos, que logo estarão sem digital, com o redundante e "inédito" : "agora vai!" Rezei para o São Marcos voltar a jogar, achei Don Felipão velho, mas eu também estou, lembrei que Márcio Araújo já foi nome de craque, não brinquei que Thiago Heleno parece nome de galã de novela mexicana do SBT, botei fé nele, dispensado pelo Coringão, vislumbrei o gol do título de Luan como um "meteoro", psicografei em Marcos Assunção um anjo dos arcanjos e marmanjos, mas mais uma vez dezessete milhões de torcedores e também eu fomos humilhados, a goleada não tem um sufixo prazeroso como limonada, laranjada ou feijoada, goleada é trombada, é derrubada , é nada e por zero, não é light, é coisa alguma, é nenhuma coisa, é zero, nota que nunca quis dar a aluno algum, porque somente por existirem o alguém e o outrem já merecem nota! Perder por seis quase numa sexta , dia 6, é muito "Number of the Beast", é você ser, somos nós sermos a besta!
No entanto, a instituição é Palmeiras, time em que vi Ademir da Guia jogar, Jorge Mendonça em 1976 estrear, clube diferente de tudo, até para perder, somente quem é entende! Como diria Mauro Beting: " Explicar a um não palmeirense o que é ser palmeirense é praticamente impossível; explicar a um palmeirense o que é ser palmeirense é absolutamente desnecessário!" Palmeiras, minha terra só tem Palmeiras!
SINUHE DANIEL PRETO
Maior será maior?
Publicado em 02/05/11
Até os quarenta anos, pensava eu, o que fazer mais tarde nessa crise existencial que arde, hoje, quero parar o mundo, mesmo sabendo que ele não para desde quando tinha acento agudo, o caso é grave!
Os segundos hoje são primeiros, os minutos diminutos, as horas tornam-se senhoras e os dias, bem os dias, metamorfoseiam-se em noites que se madrugam em dias, os meses são reses abatidas pelo caçador Chronos, os anos já foram soberanos, hoje mudam anos, quiçá, mundanos! Alguém já disse que o tempo voa e não lhe cortou as asas, o tempo passa, a uva e o vestibulando também, o tempo urge, parece interjeição, já é monossílaba plurissignificativa, o ainda sumiu, advérbios estão com maior intensidade a todo modo, em qualquer lugar, não há meio de negação, afirmação está sem tempo! O tempo está sem tempo, não tem tempo para o passatempo que se esvai contra o contratempo! O fim não justifica o meio, no princípio havia a partida, parte da ida de quem quer chegar, agora se despede a ida de quem foi para não voltar! O mês que passou não conta, não faz mais parte do faz-de-conta, a gente não sabe com quem conta, e isso de suas cavidades faciais ou de suas trêmulas pernas ou de sua memória sem história que satisfaz a escória é momento de glória para ninguém que conquistou a vitória! Maio será maior?
SINUHE DANIEL PRETO
Até os quarenta anos, pensava eu, o que fazer mais tarde nessa crise existencial que arde, hoje, quero parar o mundo, mesmo sabendo que ele não para desde quando tinha acento agudo, o caso é grave!
Os segundos hoje são primeiros, os minutos diminutos, as horas tornam-se senhoras e os dias, bem os dias, metamorfoseiam-se em noites que se madrugam em dias, os meses são reses abatidas pelo caçador Chronos, os anos já foram soberanos, hoje mudam anos, quiçá, mundanos! Alguém já disse que o tempo voa e não lhe cortou as asas, o tempo passa, a uva e o vestibulando também, o tempo urge, parece interjeição, já é monossílaba plurissignificativa, o ainda sumiu, advérbios estão com maior intensidade a todo modo, em qualquer lugar, não há meio de negação, afirmação está sem tempo! O tempo está sem tempo, não tem tempo para o passatempo que se esvai contra o contratempo! O fim não justifica o meio, no princípio havia a partida, parte da ida de quem quer chegar, agora se despede a ida de quem foi para não voltar! O mês que passou não conta, não faz mais parte do faz-de-conta, a gente não sabe com quem conta, e isso de suas cavidades faciais ou de suas trêmulas pernas ou de sua memória sem história que satisfaz a escória é momento de glória para ninguém que conquistou a vitória! Maio será maior?
SINUHE DANIEL PRETO
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